segunda-feira, 11 de abril de 2011

Peryllo Doliveira – vida e obra do poeta, ator e pintor

O ararunense Severino Peryllo Doliveira nasceu em um distrito do município de Araruna no ano de 1898, era filho de Almeno Peryllo de Oliveira e Josefa Maria de Oliveira, considerado um dos patronos da Cademia Paraibana de letras, foi um rapaz de muita imaginação e mente fértil, saiu de Araruna aos seus 15 anos de idade, vislumbrado por uma Companhia de Variedades, além de atraído por uma atriz italiana chamada Irene Conceptini, trabalhou em diversas companhias artísticas do Nordeste brasileiro e depois todos os palcos nacionais.
Sua vida sofrida de ator não impediu de percorrer de Minas Gerais á Paraíba apresentando sua obra. Apresentou-se no Teatro São José No Rio de Janeiro estreando nos palcos cariocas no ano de 1917. Chegou a Paraíba quase anônimo mesmo tendo se apresentado em importantes palcos como Trianon e República, ao lado de grandes nomes como: Amália Capitani, Irene Conceptini, Cândida Palace, Ferreira de Souza, Leopoldo Fróes, todos eles, nomes consagrados nos palcos.
Publicou seus primeiros versos na revista ‘Era Nova’, marcando época na vanguarda do famoso movimento modernista, que agregava nomes como Américo Falcão, José Rodrigues de Carvalho, José Américo de Almeida, Ademar Vidal, Eudes Barros, Sinésio Guimarães, Silvino Olavo e outros. Em 1925, publicou seu primeiro livro “Canções que a vida me ensinou”, que fez tanto sucesso que ganhou até uma versão em espanhol, publicada na Argentina.
Em 1927 acontece um encontro histórico, encontra-se no rio de Janeiro com o também poeta de Araruna, seu conterrâneo Pereira da Silva. Voltou à Paraíba e fez excursão ao Norte recebendo no Pará uma verdadeira consagração às suas qualidades de poeta e ator. Com o mesmo êxito foi recebido no Amazonas.
Alinhando-se ao “Espírito Renovador”, publicou em 1928, a considerada sua melhor obra: "Caminhos Cheios de Sol". Em 1929, retorna para morar de vez na Paraíba, pois se sentia doente, uma tuberculose já milhava em seu peito, foi tentar viver uma vida modesta longe dos palcos trabalhando de secretário do Governo da Paraíba, de onde dedicou sua última obra “A Voz da Terra”, ao presidente da Paraíba João Pessoa.
Já em 1930, foi morar com sua mãe, falecendo ás primeiras horas do dia 26 de agosto de 1930, no bairro de Jaguaribe na capital do estado, alguns poucos amigos acompanharam-no ao cemitério, de onde falou o poeta Leonel Coelho despedindo-se. Deixou importantes obras como: Canções que a vida me ensinou (1925), Caminhos Cheios de Sol (1928), A Voz da Terra (1929).
Peryllo Doliveira é mais um exemplo de que a educação aliado do talento e da coragem de realizar seus sonhos são uma importante arma para se ser feliz, pois rompeu barreiras como a pobreza e o preconceito por ser mulato, e que embora tenha morrido muito jovem (32 anos) vivei intensamente e foi feliz. Junto do poeta Pereira da Silva, Peryllo é considerado patronod a Academia Paraibana de Letras sendo donos das cadeiras 34 e 35 respectivamente.

Wellington Rafael

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